O que é a vida da ferramenta de corte
Existe uma interpretação equivocada de que a vida das ferramentas de corte nos processos convencionais de usinagem é determinada pelo número de peças produzidas até atingir um critério de fim de vida. Na prática, a vida da ferramenta é definida como o tempo que ela trabalha efetivamente (descontando os tempos passivos), até perder sua capacidade de corte, dentro de um critério previamente estabelecido.
Desafios na detecção do desgaste
A observação dos desgastes é difícil no ambiente industrial. Geralmente, o critério de fim de vida é definido pelo operador.
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Em operações de desbaste, onde são tolerados maiores valores de desgaste, o operador costuma trocar a ferramenta antes do necessário, por receio de quebra.
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Em operações de acabamento, o desgaste é mais perceptível, pois pode causar peças fora das tolerâncias dimensionais. Sem um critério definido, há risco de desperdício de ferramentas.
Monitoramento indireto do desgaste
Uma solução é o uso de monitoramento indireto, com sensores que medem:
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Vibração (acelerômetros ou extensômetros);
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Emissão acústica;
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Parâmetros elétricos da máquina ou força de usinagem;
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Deformações dos suportes das ferramentas de corte;
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Alterações dimensionais ou de qualidade superficial da peça.
Esses critérios ajudam o operador a decidir o momento ideal de troca. Nosso parceiro
KYOCERA desenvolve ferramentas instrumentadas com sensores (extensômetros), que medem deformações e enviam sinais elétricos para análise de Fourier, indicando em tempo real quando a ferramenta deve ser substituída.
Treinamento e critérios simples para reduzir desperdício
Mesmo métodos simples podem gerar economia — por exemplo, correlacionar o desgaste da ferramenta com o aumento da corrente elétrica do motor, medido por um amperímetro.
Fatores que influenciam o desgaste
Velocidade de corte
Principal variável que afeta a vida da ferramenta. A equação de Taylor mostra que o aumento da velocidade reduz a vida de forma exponencial.
Avanço e profundidade de corte
O avanço tem influência menor que a velocidade de corte e, por último, vem a profundidade de corte.
A
Paese trabalha com classes de metal duro de alta tecnologia (
ZCC-CT, KYOCERA, AMEC), menos suscetíveis à perda de vida útil em velocidades mais altas — garantindo produtividade e menores custos de fabricação.
Conclusão
Combinar profundidade e avanço máximos com velocidade de corte mais baixa pode aumentar a taxa de remoção de material e prolongar a vida da ferramenta. Essa prática é vantajosa em operações de desbaste, em peças estáveis e máquinas rígidas. Os limites de aplicação dependem da qualidade superficial desejada, forças de corte e condições econômicas — tema para uma próxima publicação.